4ª Revolução Industrial, e eu com isso? Como as novas tecnologias vão afetar sua vida, sua empregabilidade e relações nos próximos anos.

4ª Revolução Industrial, e eu com isso?

Como as novas tecnologias vão afetar sua vida, sua empregabilidade e relações nos próximos anos.

Estamos vivendo em uma época ímpar. Mudanças estão acontecendo em todos os setores da sociedade, quer seja econômico, social ou político. A velocidade com que novas tecnologias e descobertas estão acontecendo não tem precedentes na história da humanidade.

Essas mudanças, ainda que em fase inicial, já são visíveis e irão afetar a forma como nos relacionamos e interagimos com o mundo e com as pessoas, os impactos serão sentidos em todos os setores.

Na Sociedade, haverá uma mudança de paradigma na forma como trabalhamos nos comunicamos e nos expressamos. Na indústria, novos modelos de negócios, de consumo, da produção, dos transportes, logística e do que conhecemos por inovação. Governos e instituições sofrerão mudanças profundas abrangendo forma de governar, educação, saúde e transporte.

Todas essas transformações estão sendo viabilizadas pela Quarta Revolução Industrial, também conhecida como segunda idade das máquinas, que teve início em 1960 com a revolução digital ou do computador.

As grandes características dessa revolução são: uma internet em nível mundial e móvel; sensores menores e mais sensíveis; capacidade de processamento; aprendizagem de máquina e inteligência artificial (a “inteligência“ por trás de todo este desenvolvimento).

Tem como base computadores, software e redes cada vez mais sofisticadas, integradas e globais dando origem a um poder de processamento e recursos de armazenamento nunca antes vistos; descobertas em áreas da genética; novas fontes de energia renováveis; computação quântica; novos materiais assim como o acesso a um conhecimento inimaginável gerado por bilhões de pessoas e equipamentos conectados interagindo constantemente.

A Quarta Revolução está apoiada em quatro campos do saber – Nanotecnologia; Biotecnologia, Tecnologia da Informação e Ciências Cognitivas – que trabalhando de forma integrada e se alavancando mutuamente estão trazendo possibilidades nunca antes sonhadas pela humanidade, fundindo o mundo físico, digital e biológico.

As possibilidades de aplicações são infinitas: robôs que mimetizam muito do ser humano inclusive expressando emoções; internet das coisas (IoT), conectando todos a tudo (produtos, serviços, lugares, pessoas); veículos autônomos; impressão 3D e em breve em 4D (com materiais que podem se modificar de acordo com as condições climáticas); edição e manipulação genética, que aliada a impressão 3D irá permitir a produção de tecidos vivos; captação e armazenamento de energia; computação quântica; materiais mais leves, fortes, recicláveis e adaptáveis.

Segundo Klaus Schwab, em seu livro A quarta Revolução Industrial, há três razões para sustentar que essa revolução é diferente das anteriores. Primeiro, a velocidade em ritmo exponencial com que essas tecnologias estão evoluindo, levando por sua vez a novas tecnologias que geram outras mais novas e qualificadas. Segundo, sua amplitude e profundidade, pois há muitas mudanças acontecendo simultaneamente com quebras de paradigmas na economia, negócios,  sociedade e indivíduos. Terceiro, o impacto sistêmico que envolve transformação de sistemas inteiros entre países e dentro deles.

E ele complementa, “na verdade a ciência avança tão rápido que, no momento, as limitações são mais jurídicas, regulamentares e éticas que técnicas”.

Independente das questões regulamentares, a questão mais sensível do desenrolar da Quarta Revolução Industrial é o impacto sobre os empregos, onde robôs e algoritmos cada vez mais sofisticados estão substituindo o trabalho pelo capital, o que será sentido pela classe trabalhadora mundialmente. Muitos governos já estão se movimentando para implementar soluções alternativas como a Renda Universal Básica, onde cada pessoa irá receber um valor complementar do governo para garantir sua subsistência.

Tantas mudanças e alcances tecnológicos não deixam de gerar um “encantamento”, mas a questão da forma como essas novas tecnologias serão implantadas, as mudanças nas questões empregatícias e relações sociais podem nos levar a um momento altamente “promissor ou perigoso” e a um enorme crescimento da desigualdade social.

Nem governos, instituições ou pessoas conseguem ainda prever os desdobramentos que a Quarta Revolução Industrial irá trazer para a humanidade. Muitos benefícios assim como muitos males podem advir caso não haja um debate sério em como utilizar tanta tecnologia para o benefício de todos.

Marcos Dalmolin

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